De todas as concepções acerca de “a priori “, a que mais me satisfaz pelo espírito de síntese e incisão é a de David Dume, que reza mais ou menos assim:” o a priori como relação de ideias”, i.e, mesmo sem termos visto um banco sabemos para o que serve, ou seja a ideia está lá, se não seria impossível associar a…
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
O estereotipo do mês
As possibilidades de estereótipos são múltiplas e variadas e cobrem todos os quadrantes da sociedade.
Estes spots não visam outra coisa, que um esboço de retrato, por divertimento e exercício da escrita. Qualquer semelhança com a realidade, é pura coincidência.
as viagens de gulliver
De Gulliver, não sei se ouviu falar As viagens fazem parte do seu encanto, do encantamento.
Parte para elas, não com o proselitismo religioso dos antigos guerreiros., mas com o da conquista pura e dura, embora a arma seja a espada em riste, desferindo estocadas fortes e profundas, rendendo com espasmos as salivantes criaturas.
Num retorno triunfante, contas feitas, o corpo como matéria transacionável, porque a “carne é fraca”, a amnistia garantida.
Deitado, desfrutável, mas não muito, porque esse é o segredo e tudo tem um preço., apetecível, o cabelo desalinhado, as mãos não resistem a deslizar-lhe pelo corpo e a deterem-se aqui e ali, e ali, e onde todos nós, mais ou menos humanos, temos um milenar resquício de cauda, uma cicatriz rugosa ao tacto, resultado de um salto mal calculado.
sábado, 29 de janeiro de 2011
...na lama ...na cama
Hierarquicamente, é assim que trata os seus troféus.
A diferença é a cama.
São duas. Uma, a da acrimónia, pobre da coberta ao colchão. O sexo puro e duro, rápido, necessário à afirmação, às escuras não se lhe vá notar o asco no rosto.
A outra, opulenta no porte, acedesse-se, através de escadas de madeira macia, clara, polida. O céu, para quem tanto transpirou para lá chegar. A encenação está montada.
Tudo às claras. Os olhos bem abertos.
Não se iludam, nunca será um D. Quixote, a enfrentar o que quer que seja pela sua dama.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
de perfil
Nariz proeminente. Visão lateral privilegiada. Poderia ser uma águia. Fila à distância, sem pressa, no espaço e no tempo.
Às jovens cobiça-lhes a juventude e a ousadia, bebe-as de perto, mas não ousa. Não gosta de perder. Ás não jovem, louras ou morenas, esbeltas ou não, é-lhe indiferente, despreza-as a todas, porque “as mulheres são escravas dos homens”.
A pose balança entre a indiferença e a falsa ingenuidade, a sua estratégia para lhes acirrar os ânimos e os ímpetos de conquista.
Deixa-as loucas, porque as mulheres alimentarão sempre ideia do príncipe e ele diverte-se, revezando-as, candidatas a princesas, ululantes ao seu principado fictício construído com areia da praia.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
esboço de um retrato
Alto, moreno, andar escorreito, cabelo escuro, patilhas curtas, de onde se destacam alguns brancos, olhos grandes dissimulados, conforme o objectivo, ou objectiva, tratando-se da fotografia. Poder-se-ia dizer um ser andrógino, ou não?
Particularidade que, lhe confere alguma aura de mistério e que explora com mestria, sabendo de antemão que as mulheres são particularmente maternais, sobretudo as que já não são jovens e sobre as quais incide a sua preferência, porque apesar de nunca ter lido um livro, tem a sabedoria conferida por muitos anos de experiência.
Aos homens causa alguma perplexidade, dado o fascínio que desperta no sexo oposto. Fascínio ou curiosidade, sobre algo indefinido apesar da perfomence de macho.
... e do sórdido se faz luz
A fotografia digital, privou-nos do negativo. A nossa parte sombria, a que raros escaparão, no entanto fascinante.
do sórdido, será isso, o negativo à rédea solta, o retrato que ninguém quer mostrar.
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