segunda-feira, 21 de março de 2011

last and least

Minha querida princesa,

P.S- 1 - Sórdida, metempsicótica e já agora caduca, porque só assim se percebe o apreço pelo epíteto “princesa”.

Calculo que hoje e nos próximos dias estejas muito ocupada com cavalgadas, cantares e automóveis, mas vim aqui retribuir a tua simpatia.

A arte de cavalgar como já te disse algures,  é a actividade professional secundária do dejecto que engataste, e de que tanto estavas necessitada, mas como ambos sabemos não é tudo, e já terás ouvido as mesmas conversas repetidas vezes e como temes o silencio, entras em solilóquio ou procuras-me como tens feito até aqui.

Como já te disse, a alma gémea é só para alguns,  e tu na tua longa e falhada experiência de vida já o deverias saber.

A dança dos corpos, querendo está ao virar da esquina. A alma que almejas não está no dejecto, as almas em transmigração procuram seres vivos.


P.S. 2 – Não te dês ao trabalho de escrever mais um insípido lençol, do qual lendo o princípio e o fim, adivinha-se o meio. Fiz cont+alt+delete, e foste para o espaço, mais os teus best-sellers.

Nem mais 1’ para esse peditório.
Passa bem.

domingo, 20 de março de 2011

Casca grossa


É o que tenho vindo a praticar deliberadamente neste meu blog.
Lixo em estudo puro.
Porque sim!
Mas como tudo na vida tem um tempo, o tempo deste esgotou-se. Lixo ao lixo, não me apetece mais.
O alvo foi atingido.
Não me interessa gente, gentinha, a quem puxa o pé para a chinela. Gente sensaborona, mascarada de letrada. Gente boçal, alarve, canalha, com óculos caros
Esta gente bem dá voltas ao mundo, mas não adianta.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Olho nele…


Habitualmente um homem quando inicia uma relação, usa de toda a sua magnitude, fazendo do passado das mulheres tábua rasa. Só lhes interessa dali para a frente. As mulheres no seu eterno complexo de inferioridade, ficam-lhes gratas, tornam-se impolutas e virginais. É evidente que isto dura enquanto dura o interesse sexual, porque findo este, se ela era uma puta, é uma puta, se se enfrascava, era uma bêbeda e por aí fora.
As mulheres nunca lhes perguntam o que foram ou são. São-lhes mesmo é gratas. Mesmo quando um moreno os ronda, com um interesse suspeito, tendem a desvalorizar…

Retrato Robot. Deitar fora depois de identificar


É fabuloso ver  como o Homem foi capaz de tornar determinados signos perceptíveis, a qualquer nativo, independentemente da latitude, longitude, pontos cardeais, Q.I, linguagem ou falta dela, fuso horário, 21.00H no Continente, 20.99H, nos Açores, etc, desde que tenha pelo menos um olho, e que este seja pestanudo, ao invés de peludo, que isso é outra conversa., e diz o calão que esse é cego.
Tenho andado a ver uns filmes, que fizeram história na História do cinema.
 O último tango em Paris, em que Maria Schneider, falecida há pouco tempo, e a quem presto o meu tributo, andou sempre despida, e se tornou tristemente célebre com a cena da manteiga, que animou e contínua a animar muitos lares. Ver o carinho e o papel de destaque que alguns lhe conferem… 
                                                 

La grand boufle, em que sexo e gastronomia andam de mãos, dadas.

Novamente o olho, porque muita da confeitaria, estava literalmente debaixo de olho, e para bom entendedor meia palavra basta, por onde andaria a língua ciosa.  
                                            

Aliando estas sugestões e temendo que no melhor lençol caísse a nódoa, tão suculento repasto a ser degustado, numa ampla mesa de madeira extensível,  uma paisagem verdejante por fundo, não faltaria o famoso número de dois dígitos, de numeração árabe, não confundir com dupla sigla cristã, 


Tudo isto regado com um fabuloso líquido loiro, outro filme Os homens preferem as loiras, barato, hilariante e ao alcance de um clik.


segunda-feira, 14 de março de 2011

P’ra cá vens de carrinho de mão…


Dá gosto ver determinadas mulheres imporem-se nos mais diversos campos por via da inteligência e do trabalho. Mas são raras. No campo da política, há inclusivamente a questão das cotas, e ou estarei enganado, ou o cumprimento destas estará aquém do estabelecido, e algumas passam do cabaret para o convento, outras da política para a moda, outras passam por baixo, ou por cima tanto faz, afinal o Kama Sutra tem mais receitas que o bacalhau, e a diferença não é notória.
Entretanto as gajas, vão aprender a dança do ventre, subir e descer pelo varão, comprimindo-o com espasmos para cima e para baixo, como se de um caralho se tratasse, ao serviço do macho.
Há depois aquelas obtusas, que escrevem, desenham, e pintam a manta e enchem o mundo de inutilidades, que quando lhes perguntam a utilidade, num rasgo de sinceridade respondem, que não é nenhuma. Apenas a satisfação de um capricho, pago por alguém, por via uterina. E assim vai o QI, das sumidades, somando e cagando.

"Ora dá cá uma
e a seguir dá outra
ora dá cá uma
que só dduas  é pouco
ai eu gosto tanto
é tão gostoso
...
e é pimba!

domingo, 13 de março de 2011

fodidas e mal pagas

Um amigo meu tem uma amiga que foi mãe muito jovem. A filha já lhe seguiu as passadas, mas com a diferença, de que ambas agora são herdeiras ricas.
A mãe anda na ordem dos cinquenta. O estigma de mãe solteira que agora é moda, fez com que nunca tenha tido companheiro fixo. De há uns anos para cá, arranjou um gajo que a fode e segundo o meu amigo, bem. O problema é que não o pode apresentar a ninguém, apesar de viverem sob o mesmo teto. O gajo é ignorante ou estúpido, tanto faz e envergonha-a. Tem que falar com outros.
A propósito desta história, melhor dizendo realidade, que não deixa de ser patética, ou pateta, lembrei-me de Dona Flor e seus dois maridos. Maitê, ainda era gira, depois perdeu a graça, deu em cuspir, e caiu no ridículo, com aquela vozinha fora do contesto.
Sãs raras as mulheres, que com aquela vozinha, têm a sorte de terem, dois ou mais gajos  em um, sobretudo, quando passaram a idade da graça, e algumas jamais a tiveram. Ao agarrarem com unhas e dentes a primeira merda que se lhes atravessa no caminho, acontecerem-lhes isto: fodidas, mas envergonhadas, escondem o animal de cobrição da família e dos amigos, e quando a inevitabilidade do encontro se dá, lá terão de gracejar, para disfarçar a estupidez do animal, como Carolina Salgado fazia, neste caso com cigarros, que também aqui não será um facto a descartar.

sábado, 5 de março de 2011

no name poem

Puxei o autoclismo
O cagalhão estremeceu
Deu duas voltas a pista
Cumprimentou e desceu

E foi um alívio!

E como, diz a Lei de Lavoisier “ Nada se perde, tudo se transforma”, lá estará algures um esgoto mui grato e grátis   à espera.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Para memória futura




Porque o sórdido não é ficção e não acontece só aos outros, ele  coexiste de mãos dadas com a amoralidade, e atravessasse-nos no caminho, travestido do  seu melhor disfarce. É só uma questão de tempo e de oportunidade.
Lembremo-nos, para memória furura...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O nativo


Nativo, era como se auto designava nos seus momentos de glória.
Ninguém pensaria que uma terra outrora de degredados, seria hoje uma terra de oportunidades, onde a mediocridade é premiada e tem pernas para andar.
Mas também,  que seria do mundo se todos fossem óptimos?
Quem seria o nativo se a terra não fosse de oportunidades?
Não é deficit de imaginar, um entre muitos, funcionários subalternos.
O nativo, joga com o factor surpresa, por isso ao auto designar-se nativo, está implícito que a manha venceu a inteligência distraída, ou a ingenuidade crédula.
Pensem nisso!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

the portuguese gigalo


Abriam-lhe a porta, e ele já estava de olho de carneiro mal morto, e voz entaramelada pelo falso desejo.
As palavras eram escassas porque também não sabia muitas, a ponta era muita, melhor dizendo, era nenhuma, mas a pressa de ir /vir direito ao assunto para despachar a encomenda, a que ele eruditamente chamava esporra, a delas, a punheta , a dele.
A prática de levantar o músculo, vinha-lhe de tempos remotos, uma questão de ginástica, que nada tinha a ver com o coração, tinha sido um modus vivendi, a “cabecinha”, raramente lubrificada.
Não sendo um gigalo musculado, temia os ginásios, não fosse ai sim, o músculo levantar-se inadvertidamente, movido por desejo puro. O tesão pelas gajas, era uma forma de afirmação, quando estas eram cobiçadas por outros gajos, e ele aí ele  provava que era homem.


(continua…)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

paneleirices


Ele era tão paneleiro, tão paneleiro, que não podia deixar de foder todas as gajas que se lhe atravessavam no caminho, não fossem elas pensar que ele era paneleiro. Só não fodia, as que lhe estavam mais próximo, porque era um jogo perigoso.
Também o preocupava muito, o que se pudesse ter comentado há alguns anos atrás a propósito de…, mal sabia ele que a anedota que rodava nas suas costas e porque era vaidoso, era “vai doze, vão treze, vão catorze que o cú é meu”, ainda há muita gente que se recorda de ter rido dele, a propósito disto.
Também o preocupava que um determinado modelo de óculos, pudesse indiciar a paneleirice que ele escondia tão afincadamente.
Aos outros paneleiros, os que não se importam de pender a mão, como se tivessem o pulso quebrado,  e que todos o saibam, porque a vida é deles, e não estão ali para enganar ninguém, chamava-lhes maricons. E impressionava-se muito, que muitos deles andassem de cabeça rapada.
Preciosismos, paneleirices ...

(continua…)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

das putas tristes, não reza a história



Memória das minhas putas tristes, está longe de ser um dos melhores livros de Gabriel Garcia Marquez, mas é inspirador, para outras memórias de putas tão tristes que nem deixam memória.

As putas de que vos quero falar são putas maioritariamente gordas, repelentes, desinteressantes e verdadeiramente putas porque se escudam em mulheres sérias, para exercerem o putedo sem que se lhes aponte um dedo.

São putas por casamento, porque se tivessem que dar o corpinho ao manifesto estariam tramadas, porque fodidas elas não são.

Imagino-as putas inegavelmente  mamalhudas, com  cada uma delas a  pender para os lados dos sacos de batatas que as aguentam e que se chama corpo. As pernas flácidas e celuliticas, os cus indescritíveis, e certamente nunca seriam a fonte inspiradora do artista, como o foi Clara Pinto Correia, na hora g.

Corpo que raramente darão ao manifesto, e quando o dão,  é para a procriação, salvo as que por natureza não procriam, que é uma forma de se manterem e manterem os infelizes que com elas contrataram
Entretanto vã-nos entupindo de pão e bolos e outras coisas que lhes preencham a lacuna sexual. Porque mulher séria não fode., mas fode o próximo que é para elas a forma mesquinha de se virem.

(contínua…)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

sórdido q.b.

Mais uma pitada de sórdido em completa ruptura com o mundo equídeo.
Chamemos-lhe “Crónicas das putas sérias“, que poderão ser de ambos os éneros, porque também os há masculinos e híbridos.

Tenho o maior respeito por aquelas que exercem a profissão abertamente. Cada um faz as escolhas que quer, independentemente do que os outros possam pensar.

Sentada, as mamas caiem-lhe  sobre a pança e esta sobre os joelhos. Quando se põe de pé, o cú sobre a barriga das pernas e a distância destas aos calcantes é mínima.
Os beiços a perderem a definição pedem socorro, vs, botox.  O cabelo liso, louro platinado, que dá às mulheres acima dos quarenta um ar desbotado. Enfim um conjunto , de tirar o tesão a qualquer mortal.
Imagino-a descascada. As pernas abertas, afastadas seria de uma subtileza imerecida, e entre elas, nem ouso imaginar. Uma coisa adiposa e laça,
O ar, o de proprietária de bordel. As outras putas cá chegarão, e os paneleiros também.  

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Uma Mulher com maiúscula

Há de facto um tempo certo para tudo e se muitas vezes erramos, é porque nos queremos antecipar ao tempo.
Se soubermos esperar, valerá a pena.
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.”(Clarice Lispector)


P.S. obrigado pela passagem das trevas para a Luz

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

7 maravilhas +1 = gente a enfardar


Maravilhas gastronómicas

Quem come sem ser à conta, sabe que grande parte do que se gasta é no supermercado.
Mentes brilhantes que desconheço, mas que devem ser os einsteins, cá da santa terrinha, descobriram o filão de ouro, uma nova forma de ver a entidade nacional, e que assenta sempre em 7 escolhas. Primeiro foram as maravilhas históricas, algumas histéricas, depois as naturais, ou animais, agora são as gastronómicas.

Não está mal visto. Movimentará uma horda de esfaimados, possivelmente a mesma, que cobriu, ou foi coberta, pelos acontecimentos anteriores, que enquanto anda cá e lá, estará a alimentar-se á conta dos meus impostos, num reino de inutilidades.

È de facto um país de gente estúpida e ignorante, e quanto mais estúpidos e ignorantes melhor. E os resultados estão à vista.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tudo sobre a minha mãe

Sou admirador incondicional de Almodóvar
Em Tudo sobre a minha mãe, fascinante pela história e pelo elenco, há um diálogo em que o prostituto diz que todas as mulheres têm um pouco de fressureiras e de putas. Estou completamente de acordo, e está implícito, que sendo ele paneleiro e puta, também aos homens caberão estas possibilidades, embora mais escamoteadas.
Como diria Agustina, mentir é adiar a verdade, e a mentira é a pior das cobardias.
Almodôvar, assumiu toda a gente o sabe a sua homossexualidade, não deixa de ser um cineasta que ficará para a História do cinema, 

Lars Von Trier

Quem viu  Dogville  de Lars Van Trier, nunca mais esquecerá.

O cenário minimalista não deixou qualquer tipo de ambiguidade no que respeita ao lado sórdido da alma humana. E quem diz que não acompanhou a gargalhada em uníssono, quando por fim Nicole Kidman, desfere o tiro fatal sobre a “insuspeita” família, é porque é duplamente hipócrita.  
Nicole Kidman, foi uma autêntica revelação, mas o reflexo das personagens, nomeadamente da sua, foi tão forte nos intérpretes, que alguns se recusaram a participar no último da trilogia.
Na vida real também acontece, a repugnância. Haverá uma entidade superior a que se aliará o nosso livre arbítrio. Suspeito que a entidade terá mais força.
Por hábito, não volto ao local do crime. É uma prática que faz parte do meu livre arbítrio, morta a curiosidade, e dado que o apelo do sórdido é fascinante, negá-lo é negar a menoridade. Fazer-lhe a vontade é não só assinar a merda, mas com merda o meu anonimato. e para isso teria de valer a pena.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

um sopro de morte

Disseram-me para me despachar desta telenovela ao pior género latino-americano, com protagonistas de 5.ª categoria.
Assim sendo.
Urubo e seus pernósticos companheiros de voo na plataforma de aterragem, onde Camarinha pontifica desde jovem potro. Embora não parecendo, é estático, melhor dizendo, estético, e dali não arranca. Só à força. Local privilegiado de predação, apesar de equídeo, convenhamos.  

Coup de  foudre,  equídeo Camarinha e Urubo dupla sigla cristã.
Belas mamas pensou Camarinha, o cú também lhe agradou. Gosta de carne, embora não pareça tradicional.

Belo equídeo, pensou Urubo duplamente cristão. Também não admira, depois de um voo daqueles…

Cantou-se muito, comeu-se demais, era sempre assim, uma voracidade. E não estávamos em Abril, e Equin’ Ócio não é Portugal.

E assim, uns andam de cavalo para burro, outros burros ou cavalos, ganham asas e sonham voar alto. E porquê?

Porque apesar de estético  e de se deter em pormenores, tais como uns ténis que lhe desagradam, porque nem sequer vão bem com o conjunto, quem o conhece, sabe como um pequeno pormenor lhe pode tirar ou dar tesão, e tesão de cavalo, como todos sabemos não é para desprezar.

E viverão felizes para sempre, regando a champagne e sexo o seu primeiro São Valentim. Ele dizendo-lhe em vernáculo que a lambe toda, a con… piiii, que só o faz porque é a dela, o c´, piii, porque é o dela, e ela sonhando com a impossibilidade de a luxúria e a volúpia soar à poesia erótica dos grandes escritores, como David Mourão Ferreira, Teresa Horta, e outros, mas isso é só para alguns, e chegar lá não é fácil.

Entretanto até que se lhes acabe o diálogo, ou seja, o tes.. piii, porque burro ou cavalo velho não aprende línguas, desejo-lhes sorte e um happy end.

P.S. No mundo ocidental a.C - d. C, em Equin' Ócio:  a MA - d.MA

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Sopro do coração

 Embora tivesse um nome estranho Equin’ Ócio, era um país aprazível. Verdejante, uma costa banhada pelo mar, o céu variava entre o plúmbeo e o azul, e a temperatura era geralmente amena.
Uma verdadeira terra de ócio. Os equídeos de falar gutural comprovavam-no, passando da situação de sentados à posição de sentados amiúdas vezes.
O simpático equídeo, de nome Centauro Camarinha, da família dos Camarinha, andara abalado. Desprevenidamente passara sem poder ripostar de cavalo a burro. Isolou-se, acabrunhado com as suas orelhas de burro. Mas depressa recuperou. E nunca tendo ouvido falar de Maquiavel, a intuição dizia-lhe “Mais vale parecer, que ser”, e ele tinha tudo para parecer. O vento corria-lhe de feição, e ele andava ao sabor do vento. Está provado estatisticamente que para cada cavalo há uma média de 7,5% éguas ou mais.
E cavalo ou burro tanto faz, num período de rarefacção alimentar, é uma montada a não descurar, daí que cavalo ou burro e apesar da lamentável frase do equino mor, que demonstrava o seu desprezo pela sexo oposto: “ já deu muito peido em collhão de soldado”, quem era ele para atirar o que quer que fosse, aceitava o que o vento lhe trazia.
Reinava o paganismo. Deus, burros, cavalos, vacas, touros, cães e cadelas, galos, galinhas e tudo o inimaginável, até pão, convivia frenética e alegremente.
Este era o ambiente em terra.
No ar, o urubu voava sorrindo à esquerda e á direita, atrás e à frente. Uma canseira.
Malditas galinheiras, fazem-me sempre esta franja de urubu, e esta penugem rala, quando me dá o vento. Era o que o torturava. Talvez um chapéu de apache, tranças não, pareceria que pendurei as espinhas de carapau, ficaria ridículo. Mas de apache? OOOOUUUU, onde há fumo, há fogo, ainda se fosse “Sinais de fogo”, do MST, “ sim eu sei que tudo são recordações, …” , e  que o título é de Jorge de  Sena.
Planava e entoava uma canção. O bico em biquinho ridículo, os olhos semicerrados.

(continua)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Last but not least


Onze (11), foram os posts que aqui postei do início até agora, excluindo este.
Foi uma espécie de tiro ao alvo, certeiro.
O reforço da minha cristandade “Deus os fez Deus os juntou”  ou “ Deus escreve direito por linhas tortas”, reforçado pela admiração que nutro por  kierkegaard,  na  asserção    de que há seres que se ficam pela estética, não evoluindo civilizacionalmente, para os outros estados que contribuem para a evolução das sociedades e da civilização em geral. Sempre preferi nivelar por cima, embora admita ser mais trabalhoso, e às vezes tropeça-se porque errar é humano, mas pode-se sempre errar melhor.

 “Terra de escravos, cu pró ar ouvindo ranger no nevoeiro a nau do encoberto”, Jorge de Sena

com porcos [touros] pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais

E por fadar em poetas, “O poeta é um fingidor”, mas histórias de príncipes e princesas caducas em castelos envoltos de bruma,  please not! É mesmo cor-de-rosa shocking.

 [nem que] assina[e] a merda o [m]seu anonimato, juro nunca mais lá voltar.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

De volta à literatura.

O mistério da Estrada de Sinta ou A importância de se chamar Ernesto?
Os Comediantes ou Frei Luís de Sousa: “Quem és tu, rooooomeeeeiiirooo, quem és tu?” O Fio da Navalha ou O Retrato de Dorian Gray? Por quem os sinos dobram ou Os Miseráveis? Ou simplesmente Sei Lá! O Amor é fodido.

Cavalos de corrida


Almoçavam os dois com uma conversa de xaxa, que variava entre o xaxa e o xaxa, até que o conterrâneo de Antero, conterrâneo de ambos,  disparou o veneno que o mordia.
 - Sabes que Antero de Quental era homossexual? Quem diria!
O outro cavalo pesou: “ Com amigos destes quem precisa de inimigos”.
Mastigava-se penosamente o feno. Aquilo nunca mais acabava.
Depois o desassossego, a dúvida tornada obsessão. Tinha apostado tudo no cavalo errado? Não era puro? Era híbrido? Mas não sendo ele um cavalo equinofóbico, perguntava-se:
- Um cavalo puro é homossexual ou heterossexual? Mas um cavalo híbrido é o quê? Será bissexual? Por isso se desequilibra, e mais para que lado? Caraças, afinal os cavalos também se abatem, ou serão as arvores?
A confusão estava instalada.
Era o elefante que comia a cobra? Ou era Saint-Exuspéry que “ramona soigneusement ses volcans en activité”, ou era o príncipe que “tomba doucement comme  une arbre”?
Vá lá saber-se. Só o tempo o dirá.
Vai perguntar ao tempo, quanto tempo o tempo tem. Tem muito tempo!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

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                                                     separamn-se as àguas



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Se um estereotipo incomoda muita gente…


Do ciberespaço tenho colhido um impressão que se vai sedimentando, à medida que vou enveredando por diferentes “ofertas”. Apesar de anónimos, os subscritores dos blogs não conseguem despir-se de susceptibilidades, vaidades e de tudo o que afinal nos mascara no dai-a -dia.
As tendências pessoanas, são uma realidade Pobre Pessoa, a cada um, os seus heterónimos Pretensos literatos a esgrimirem a sua vaidade, através de considerações, em defesa do iletrado, incapaz de prenunciar palavras esdrúxulas. Já ouviu falar de Kafka?
Tudo isto em nome de quê? Sexo?
A “querida” Agustina, escreveu:  “ … Os governos sabem-no. Por isso estimulam inteiramente o acto sexual, as fantasias que ele reclama, para ocultar dos cidadãos as suas autênticas preocupações. O que consegue é uma neurose colateral que vai ao abandono da personalidade e da vontade criadora” .
Arquivar para memória futura.


P.S. Ponto final parágrafo.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Aprioristicamente


De todas as concepções acerca de “a priori “, a que mais me satisfaz pelo espírito de síntese e incisão é a de David Dume, que reza mais ou menos assim:” o a priori como relação de ideias”, i.e, mesmo sem termos visto um banco sabemos para o que serve, ou seja a ideia está lá, se não seria impossível associar a…

domingo, 30 de janeiro de 2011

O estereotipo do mês



As possibilidades de estereótipos são múltiplas e variadas e cobrem todos os quadrantes da sociedade.
Estes spots não visam outra coisa, que um esboço de retrato, por divertimento e exercício da escrita. Qualquer semelhança com a realidade, é pura coincidência.

as viagens de gulliver



De Gulliver, não sei se ouviu falar As viagens fazem parte do seu encanto, do encantamento.
Parte para elas, não com o proselitismo religioso dos antigos guerreiros., mas com o da conquista pura e dura, embora a arma seja a espada em riste, desferindo estocadas fortes e profundas, rendendo com espasmos as salivantes criaturas.
Num retorno triunfante, contas feitas, o corpo como matéria transacionável, porque a “carne é fraca”, a amnistia garantida.
Deitado, desfrutável, mas não muito, porque esse é o segredo e tudo tem um preço., apetecível, o cabelo desalinhado, as mãos não resistem a deslizar-lhe pelo corpo e a deterem-se aqui e ali, e ali, e onde todos nós, mais ou menos humanos,  temos um milenar resquício de cauda,  uma cicatriz  rugosa ao tacto, resultado de um salto mal calculado.
 

sábado, 29 de janeiro de 2011

...na lama ...na cama


Hierarquicamente, é assim que trata os seus troféus.
A diferença é a cama.
São duas. Uma, a da acrimónia, pobre da coberta ao colchão. O sexo puro e duro, rápido, necessário à afirmação, às escuras não se lhe vá notar o asco no rosto.
A outra, opulenta no porte, acedesse-se, através de escadas de madeira macia, clara, polida. O céu, para quem tanto transpirou para lá chegar. A encenação está montada.
Tudo às claras.  Os olhos bem abertos.
Não se iludam, nunca será um D. Quixote, a enfrentar o que quer que seja pela sua dama.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

de perfil


Nariz proeminente. Visão lateral privilegiada. Poderia ser uma águia. Fila à distância, sem pressa, no espaço e no tempo.
Às jovens cobiça-lhes a juventude e a ousadia, bebe-as de perto, mas não ousa. Não gosta de perder. Ás não jovem, louras ou morenas, esbeltas ou não, é-lhe indiferente, despreza-as a todas, porque “as mulheres são escravas dos homens”.
A pose balança entre a indiferença e a falsa ingenuidade, a sua estratégia para lhes acirrar os ânimos e os ímpetos de conquista.
Deixa-as loucas, porque as mulheres alimentarão sempre ideia do príncipe e ele diverte-se, revezando-as, candidatas a princesas, ululantes ao seu principado fictício construído com areia da praia.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

esboço de um retrato

Alto, moreno, andar escorreito, cabelo escuro, patilhas curtas, de onde se destacam alguns brancos, olhos grandes dissimulados, conforme o objectivo, ou objectiva, tratando-se da fotografia. Poder-se-ia dizer um ser andrógino, ou não?
Particularidade que,  lhe confere alguma aura de mistério e que explora com mestria, sabendo de antemão que as mulheres são particularmente maternais, sobretudo as que já não são jovens e sobre as quais incide a sua preferência, porque apesar de nunca ter lido um livro, tem a sabedoria conferida por muitos anos de experiência.
Aos homens causa alguma perplexidade, dado o fascínio que desperta no sexo oposto. Fascínio ou curiosidade, sobre algo indefinido  apesar da perfomence  de macho.
 

... e do sórdido se faz luz

A fotografia digital, privou-nos do negativo. A nossa parte sombria, a que raros escaparão, no entanto fascinante.
do sórdido, será isso, o negativo à  rédea solta,  o retrato que ninguém quer mostrar.