segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O nativo


Nativo, era como se auto designava nos seus momentos de glória.
Ninguém pensaria que uma terra outrora de degredados, seria hoje uma terra de oportunidades, onde a mediocridade é premiada e tem pernas para andar.
Mas também,  que seria do mundo se todos fossem óptimos?
Quem seria o nativo se a terra não fosse de oportunidades?
Não é deficit de imaginar, um entre muitos, funcionários subalternos.
O nativo, joga com o factor surpresa, por isso ao auto designar-se nativo, está implícito que a manha venceu a inteligência distraída, ou a ingenuidade crédula.
Pensem nisso!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

the portuguese gigalo


Abriam-lhe a porta, e ele já estava de olho de carneiro mal morto, e voz entaramelada pelo falso desejo.
As palavras eram escassas porque também não sabia muitas, a ponta era muita, melhor dizendo, era nenhuma, mas a pressa de ir /vir direito ao assunto para despachar a encomenda, a que ele eruditamente chamava esporra, a delas, a punheta , a dele.
A prática de levantar o músculo, vinha-lhe de tempos remotos, uma questão de ginástica, que nada tinha a ver com o coração, tinha sido um modus vivendi, a “cabecinha”, raramente lubrificada.
Não sendo um gigalo musculado, temia os ginásios, não fosse ai sim, o músculo levantar-se inadvertidamente, movido por desejo puro. O tesão pelas gajas, era uma forma de afirmação, quando estas eram cobiçadas por outros gajos, e ele aí ele  provava que era homem.


(continua…)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

paneleirices


Ele era tão paneleiro, tão paneleiro, que não podia deixar de foder todas as gajas que se lhe atravessavam no caminho, não fossem elas pensar que ele era paneleiro. Só não fodia, as que lhe estavam mais próximo, porque era um jogo perigoso.
Também o preocupava muito, o que se pudesse ter comentado há alguns anos atrás a propósito de…, mal sabia ele que a anedota que rodava nas suas costas e porque era vaidoso, era “vai doze, vão treze, vão catorze que o cú é meu”, ainda há muita gente que se recorda de ter rido dele, a propósito disto.
Também o preocupava que um determinado modelo de óculos, pudesse indiciar a paneleirice que ele escondia tão afincadamente.
Aos outros paneleiros, os que não se importam de pender a mão, como se tivessem o pulso quebrado,  e que todos o saibam, porque a vida é deles, e não estão ali para enganar ninguém, chamava-lhes maricons. E impressionava-se muito, que muitos deles andassem de cabeça rapada.
Preciosismos, paneleirices ...

(continua…)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

das putas tristes, não reza a história



Memória das minhas putas tristes, está longe de ser um dos melhores livros de Gabriel Garcia Marquez, mas é inspirador, para outras memórias de putas tão tristes que nem deixam memória.

As putas de que vos quero falar são putas maioritariamente gordas, repelentes, desinteressantes e verdadeiramente putas porque se escudam em mulheres sérias, para exercerem o putedo sem que se lhes aponte um dedo.

São putas por casamento, porque se tivessem que dar o corpinho ao manifesto estariam tramadas, porque fodidas elas não são.

Imagino-as putas inegavelmente  mamalhudas, com  cada uma delas a  pender para os lados dos sacos de batatas que as aguentam e que se chama corpo. As pernas flácidas e celuliticas, os cus indescritíveis, e certamente nunca seriam a fonte inspiradora do artista, como o foi Clara Pinto Correia, na hora g.

Corpo que raramente darão ao manifesto, e quando o dão,  é para a procriação, salvo as que por natureza não procriam, que é uma forma de se manterem e manterem os infelizes que com elas contrataram
Entretanto vã-nos entupindo de pão e bolos e outras coisas que lhes preencham a lacuna sexual. Porque mulher séria não fode., mas fode o próximo que é para elas a forma mesquinha de se virem.

(contínua…)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

sórdido q.b.

Mais uma pitada de sórdido em completa ruptura com o mundo equídeo.
Chamemos-lhe “Crónicas das putas sérias“, que poderão ser de ambos os éneros, porque também os há masculinos e híbridos.

Tenho o maior respeito por aquelas que exercem a profissão abertamente. Cada um faz as escolhas que quer, independentemente do que os outros possam pensar.

Sentada, as mamas caiem-lhe  sobre a pança e esta sobre os joelhos. Quando se põe de pé, o cú sobre a barriga das pernas e a distância destas aos calcantes é mínima.
Os beiços a perderem a definição pedem socorro, vs, botox.  O cabelo liso, louro platinado, que dá às mulheres acima dos quarenta um ar desbotado. Enfim um conjunto , de tirar o tesão a qualquer mortal.
Imagino-a descascada. As pernas abertas, afastadas seria de uma subtileza imerecida, e entre elas, nem ouso imaginar. Uma coisa adiposa e laça,
O ar, o de proprietária de bordel. As outras putas cá chegarão, e os paneleiros também.  

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Uma Mulher com maiúscula

Há de facto um tempo certo para tudo e se muitas vezes erramos, é porque nos queremos antecipar ao tempo.
Se soubermos esperar, valerá a pena.
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.”(Clarice Lispector)


P.S. obrigado pela passagem das trevas para a Luz

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

7 maravilhas +1 = gente a enfardar


Maravilhas gastronómicas

Quem come sem ser à conta, sabe que grande parte do que se gasta é no supermercado.
Mentes brilhantes que desconheço, mas que devem ser os einsteins, cá da santa terrinha, descobriram o filão de ouro, uma nova forma de ver a entidade nacional, e que assenta sempre em 7 escolhas. Primeiro foram as maravilhas históricas, algumas histéricas, depois as naturais, ou animais, agora são as gastronómicas.

Não está mal visto. Movimentará uma horda de esfaimados, possivelmente a mesma, que cobriu, ou foi coberta, pelos acontecimentos anteriores, que enquanto anda cá e lá, estará a alimentar-se á conta dos meus impostos, num reino de inutilidades.

È de facto um país de gente estúpida e ignorante, e quanto mais estúpidos e ignorantes melhor. E os resultados estão à vista.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tudo sobre a minha mãe

Sou admirador incondicional de Almodóvar
Em Tudo sobre a minha mãe, fascinante pela história e pelo elenco, há um diálogo em que o prostituto diz que todas as mulheres têm um pouco de fressureiras e de putas. Estou completamente de acordo, e está implícito, que sendo ele paneleiro e puta, também aos homens caberão estas possibilidades, embora mais escamoteadas.
Como diria Agustina, mentir é adiar a verdade, e a mentira é a pior das cobardias.
Almodôvar, assumiu toda a gente o sabe a sua homossexualidade, não deixa de ser um cineasta que ficará para a História do cinema, 

Lars Von Trier

Quem viu  Dogville  de Lars Van Trier, nunca mais esquecerá.

O cenário minimalista não deixou qualquer tipo de ambiguidade no que respeita ao lado sórdido da alma humana. E quem diz que não acompanhou a gargalhada em uníssono, quando por fim Nicole Kidman, desfere o tiro fatal sobre a “insuspeita” família, é porque é duplamente hipócrita.  
Nicole Kidman, foi uma autêntica revelação, mas o reflexo das personagens, nomeadamente da sua, foi tão forte nos intérpretes, que alguns se recusaram a participar no último da trilogia.
Na vida real também acontece, a repugnância. Haverá uma entidade superior a que se aliará o nosso livre arbítrio. Suspeito que a entidade terá mais força.
Por hábito, não volto ao local do crime. É uma prática que faz parte do meu livre arbítrio, morta a curiosidade, e dado que o apelo do sórdido é fascinante, negá-lo é negar a menoridade. Fazer-lhe a vontade é não só assinar a merda, mas com merda o meu anonimato. e para isso teria de valer a pena.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

um sopro de morte

Disseram-me para me despachar desta telenovela ao pior género latino-americano, com protagonistas de 5.ª categoria.
Assim sendo.
Urubo e seus pernósticos companheiros de voo na plataforma de aterragem, onde Camarinha pontifica desde jovem potro. Embora não parecendo, é estático, melhor dizendo, estético, e dali não arranca. Só à força. Local privilegiado de predação, apesar de equídeo, convenhamos.  

Coup de  foudre,  equídeo Camarinha e Urubo dupla sigla cristã.
Belas mamas pensou Camarinha, o cú também lhe agradou. Gosta de carne, embora não pareça tradicional.

Belo equídeo, pensou Urubo duplamente cristão. Também não admira, depois de um voo daqueles…

Cantou-se muito, comeu-se demais, era sempre assim, uma voracidade. E não estávamos em Abril, e Equin’ Ócio não é Portugal.

E assim, uns andam de cavalo para burro, outros burros ou cavalos, ganham asas e sonham voar alto. E porquê?

Porque apesar de estético  e de se deter em pormenores, tais como uns ténis que lhe desagradam, porque nem sequer vão bem com o conjunto, quem o conhece, sabe como um pequeno pormenor lhe pode tirar ou dar tesão, e tesão de cavalo, como todos sabemos não é para desprezar.

E viverão felizes para sempre, regando a champagne e sexo o seu primeiro São Valentim. Ele dizendo-lhe em vernáculo que a lambe toda, a con… piiii, que só o faz porque é a dela, o c´, piii, porque é o dela, e ela sonhando com a impossibilidade de a luxúria e a volúpia soar à poesia erótica dos grandes escritores, como David Mourão Ferreira, Teresa Horta, e outros, mas isso é só para alguns, e chegar lá não é fácil.

Entretanto até que se lhes acabe o diálogo, ou seja, o tes.. piii, porque burro ou cavalo velho não aprende línguas, desejo-lhes sorte e um happy end.

P.S. No mundo ocidental a.C - d. C, em Equin' Ócio:  a MA - d.MA

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Sopro do coração

 Embora tivesse um nome estranho Equin’ Ócio, era um país aprazível. Verdejante, uma costa banhada pelo mar, o céu variava entre o plúmbeo e o azul, e a temperatura era geralmente amena.
Uma verdadeira terra de ócio. Os equídeos de falar gutural comprovavam-no, passando da situação de sentados à posição de sentados amiúdas vezes.
O simpático equídeo, de nome Centauro Camarinha, da família dos Camarinha, andara abalado. Desprevenidamente passara sem poder ripostar de cavalo a burro. Isolou-se, acabrunhado com as suas orelhas de burro. Mas depressa recuperou. E nunca tendo ouvido falar de Maquiavel, a intuição dizia-lhe “Mais vale parecer, que ser”, e ele tinha tudo para parecer. O vento corria-lhe de feição, e ele andava ao sabor do vento. Está provado estatisticamente que para cada cavalo há uma média de 7,5% éguas ou mais.
E cavalo ou burro tanto faz, num período de rarefacção alimentar, é uma montada a não descurar, daí que cavalo ou burro e apesar da lamentável frase do equino mor, que demonstrava o seu desprezo pela sexo oposto: “ já deu muito peido em collhão de soldado”, quem era ele para atirar o que quer que fosse, aceitava o que o vento lhe trazia.
Reinava o paganismo. Deus, burros, cavalos, vacas, touros, cães e cadelas, galos, galinhas e tudo o inimaginável, até pão, convivia frenética e alegremente.
Este era o ambiente em terra.
No ar, o urubu voava sorrindo à esquerda e á direita, atrás e à frente. Uma canseira.
Malditas galinheiras, fazem-me sempre esta franja de urubu, e esta penugem rala, quando me dá o vento. Era o que o torturava. Talvez um chapéu de apache, tranças não, pareceria que pendurei as espinhas de carapau, ficaria ridículo. Mas de apache? OOOOUUUU, onde há fumo, há fogo, ainda se fosse “Sinais de fogo”, do MST, “ sim eu sei que tudo são recordações, …” , e  que o título é de Jorge de  Sena.
Planava e entoava uma canção. O bico em biquinho ridículo, os olhos semicerrados.

(continua)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Last but not least


Onze (11), foram os posts que aqui postei do início até agora, excluindo este.
Foi uma espécie de tiro ao alvo, certeiro.
O reforço da minha cristandade “Deus os fez Deus os juntou”  ou “ Deus escreve direito por linhas tortas”, reforçado pela admiração que nutro por  kierkegaard,  na  asserção    de que há seres que se ficam pela estética, não evoluindo civilizacionalmente, para os outros estados que contribuem para a evolução das sociedades e da civilização em geral. Sempre preferi nivelar por cima, embora admita ser mais trabalhoso, e às vezes tropeça-se porque errar é humano, mas pode-se sempre errar melhor.

 “Terra de escravos, cu pró ar ouvindo ranger no nevoeiro a nau do encoberto”, Jorge de Sena

com porcos [touros] pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais

E por fadar em poetas, “O poeta é um fingidor”, mas histórias de príncipes e princesas caducas em castelos envoltos de bruma,  please not! É mesmo cor-de-rosa shocking.

 [nem que] assina[e] a merda o [m]seu anonimato, juro nunca mais lá voltar.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

De volta à literatura.

O mistério da Estrada de Sinta ou A importância de se chamar Ernesto?
Os Comediantes ou Frei Luís de Sousa: “Quem és tu, rooooomeeeeiiirooo, quem és tu?” O Fio da Navalha ou O Retrato de Dorian Gray? Por quem os sinos dobram ou Os Miseráveis? Ou simplesmente Sei Lá! O Amor é fodido.

Cavalos de corrida


Almoçavam os dois com uma conversa de xaxa, que variava entre o xaxa e o xaxa, até que o conterrâneo de Antero, conterrâneo de ambos,  disparou o veneno que o mordia.
 - Sabes que Antero de Quental era homossexual? Quem diria!
O outro cavalo pesou: “ Com amigos destes quem precisa de inimigos”.
Mastigava-se penosamente o feno. Aquilo nunca mais acabava.
Depois o desassossego, a dúvida tornada obsessão. Tinha apostado tudo no cavalo errado? Não era puro? Era híbrido? Mas não sendo ele um cavalo equinofóbico, perguntava-se:
- Um cavalo puro é homossexual ou heterossexual? Mas um cavalo híbrido é o quê? Será bissexual? Por isso se desequilibra, e mais para que lado? Caraças, afinal os cavalos também se abatem, ou serão as arvores?
A confusão estava instalada.
Era o elefante que comia a cobra? Ou era Saint-Exuspéry que “ramona soigneusement ses volcans en activité”, ou era o príncipe que “tomba doucement comme  une arbre”?
Vá lá saber-se. Só o tempo o dirá.
Vai perguntar ao tempo, quanto tempo o tempo tem. Tem muito tempo!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

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                                                     separamn-se as àguas



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Se um estereotipo incomoda muita gente…


Do ciberespaço tenho colhido um impressão que se vai sedimentando, à medida que vou enveredando por diferentes “ofertas”. Apesar de anónimos, os subscritores dos blogs não conseguem despir-se de susceptibilidades, vaidades e de tudo o que afinal nos mascara no dai-a -dia.
As tendências pessoanas, são uma realidade Pobre Pessoa, a cada um, os seus heterónimos Pretensos literatos a esgrimirem a sua vaidade, através de considerações, em defesa do iletrado, incapaz de prenunciar palavras esdrúxulas. Já ouviu falar de Kafka?
Tudo isto em nome de quê? Sexo?
A “querida” Agustina, escreveu:  “ … Os governos sabem-no. Por isso estimulam inteiramente o acto sexual, as fantasias que ele reclama, para ocultar dos cidadãos as suas autênticas preocupações. O que consegue é uma neurose colateral que vai ao abandono da personalidade e da vontade criadora” .
Arquivar para memória futura.


P.S. Ponto final parágrafo.