domingo, 13 de março de 2011

fodidas e mal pagas

Um amigo meu tem uma amiga que foi mãe muito jovem. A filha já lhe seguiu as passadas, mas com a diferença, de que ambas agora são herdeiras ricas.
A mãe anda na ordem dos cinquenta. O estigma de mãe solteira que agora é moda, fez com que nunca tenha tido companheiro fixo. De há uns anos para cá, arranjou um gajo que a fode e segundo o meu amigo, bem. O problema é que não o pode apresentar a ninguém, apesar de viverem sob o mesmo teto. O gajo é ignorante ou estúpido, tanto faz e envergonha-a. Tem que falar com outros.
A propósito desta história, melhor dizendo realidade, que não deixa de ser patética, ou pateta, lembrei-me de Dona Flor e seus dois maridos. Maitê, ainda era gira, depois perdeu a graça, deu em cuspir, e caiu no ridículo, com aquela vozinha fora do contesto.
Sãs raras as mulheres, que com aquela vozinha, têm a sorte de terem, dois ou mais gajos  em um, sobretudo, quando passaram a idade da graça, e algumas jamais a tiveram. Ao agarrarem com unhas e dentes a primeira merda que se lhes atravessa no caminho, acontecerem-lhes isto: fodidas, mas envergonhadas, escondem o animal de cobrição da família e dos amigos, e quando a inevitabilidade do encontro se dá, lá terão de gracejar, para disfarçar a estupidez do animal, como Carolina Salgado fazia, neste caso com cigarros, que também aqui não será um facto a descartar.

Sem comentários:

Enviar um comentário