Abriam-lhe a porta, e ele já estava de olho de carneiro mal morto, e voz entaramelada pelo falso desejo.
As palavras eram escassas porque também não sabia muitas, a ponta era muita, melhor dizendo, era nenhuma, mas a pressa de ir /vir direito ao assunto para despachar a encomenda, a que ele eruditamente chamava esporra, a delas, a punheta , a dele.
A prática de levantar o músculo, vinha-lhe de tempos remotos, uma questão de ginástica, que nada tinha a ver com o coração, tinha sido um modus vivendi, a “cabecinha”, raramente lubrificada.
Não sendo um gigalo musculado, temia os ginásios, não fosse ai sim, o músculo levantar-se inadvertidamente, movido por desejo puro. O tesão pelas gajas, era uma forma de afirmação, quando estas eram cobiçadas por outros gajos, e ele aí ele provava que era homem.
(continua…)

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