segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

paneleirices


Ele era tão paneleiro, tão paneleiro, que não podia deixar de foder todas as gajas que se lhe atravessavam no caminho, não fossem elas pensar que ele era paneleiro. Só não fodia, as que lhe estavam mais próximo, porque era um jogo perigoso.
Também o preocupava muito, o que se pudesse ter comentado há alguns anos atrás a propósito de…, mal sabia ele que a anedota que rodava nas suas costas e porque era vaidoso, era “vai doze, vão treze, vão catorze que o cú é meu”, ainda há muita gente que se recorda de ter rido dele, a propósito disto.
Também o preocupava que um determinado modelo de óculos, pudesse indiciar a paneleirice que ele escondia tão afincadamente.
Aos outros paneleiros, os que não se importam de pender a mão, como se tivessem o pulso quebrado,  e que todos o saibam, porque a vida é deles, e não estão ali para enganar ninguém, chamava-lhes maricons. E impressionava-se muito, que muitos deles andassem de cabeça rapada.
Preciosismos, paneleirices ...

(continua…)

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