Quem viu Dogville de Lars Van Trier, nunca mais esquecerá.
O cenário minimalista não deixou qualquer tipo de ambiguidade no que respeita ao lado sórdido da alma humana. E quem diz que não acompanhou a gargalhada em uníssono, quando por fim Nicole Kidman, desfere o tiro fatal sobre a “insuspeita” família, é porque é duplamente hipócrita.
Nicole Kidman, foi uma autêntica revelação, mas o reflexo das personagens, nomeadamente da sua, foi tão forte nos intérpretes, que alguns se recusaram a participar no último da trilogia.
Na vida real também acontece, a repugnância. Haverá uma entidade superior a que se aliará o nosso livre arbítrio. Suspeito que a entidade terá mais força.
Por hábito, não volto ao local do crime. É uma prática que faz parte do meu livre arbítrio, morta a curiosidade, e dado que o apelo do sórdido é fascinante, negá-lo é negar a menoridade. Fazer-lhe a vontade é não só assinar a merda, mas com merda o meu anonimato. e para isso teria de valer a pena.

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